Ministério Público do Rio de Janeiro investiga destruição de 22 hectares de vegetação nativa perto do Aeroporto de Jacarepaguá.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) está agindo para impedir a derrubada de 22 hectares de vegetação de restinga no entorno do Aeroporto de Jacarepaguá. A ação foi movida pelo Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente (Gaema) na 6ª Vara de Fazenda Pública, questionando a licença ambiental concedida pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) devido a inconsistências no processo de autorização.

De acordo com o MP, a área em questão possui uma alta diversidade ambiental, incluindo espécies ameaçadas de extinção, e a sua preservação não traz riscos à segurança das operações de pouso e decolagem. O Ministério Público solicita a implementação de medidas para proteger a vegetação enquanto os impactos do empreendimento são reavaliados.

Especialistas em meio ambiente alertam que o tamanho do desmatamento proposto é excessivo e questionam a falta de um parecer técnico do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). Para eles, a devastação compromete um ecossistema sensível localizado próximo à Lagoa de Jacarepaguá, sem que haja a necessidade disso para garantir a segurança da aviação.

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