A partir de 1º de julho de 2026, o Nubank começa a transição do modelo de trabalho predominantemente remoto para híbrido, com 70% dos funcionários tendo que comparecer aos escritórios pelo menos duas vezes por semana. Em janeiro de 2027, a rotina será de três dias semanais.
O anúncio foi feito na sexta-feira (7), durante uma reunião empresarial, da qual 12 funcionários saíram demitidos. No encontro, que foi realizado presencialmente e via zoom, foram discutidas as mudanças nas modalidades de trabalho do “roxinho”. Participaram cerca de 7.000 dos 9.500 funcionários da empresa.
Por conta das mudanças, alguns colaboradores ficaram exaltados, discutindo com a chefia em linguajar agressivo e fazendo uso de palavrões em alguns casos para defender o trabalho remoto. Diante disso, foram executadas as demissões. O Comitê de Conduta do banco deve avaliar o caso e outros empregados podem receber advertências formais.
A instituição informou, por meio de nota, que trabalha para preservar canais e rituais abertos para o livre debate entre seus funcionários, mas não tolera desrespeito e violações de conduta.
O diretor de Risco do Nubank, Henrique Fragelli, classificou os comentários no chat do Zoom como inaceitáveis e pediu profissionalismo à equipe.
O fundador e CEO do Nubank, David Vélez, comunicou aos funcionários que a decisão foi tomada de forma planejada. Reconhecendo que as mudanças terão impactos negativos em uma parte dos funcionários, Vélez afirmou que a maioria recebeu as alterações de forma positiva.
O retorno dos funcionários aos escritórios é visto como importante para reforçar a cultura da empresa, incentivando o senso de pertencimento e propósito compartilhado que transformou o Nubank em um movimento regional.
David Vélez pontuou que o trabalho presencial acelera a inovação e reforça a produtividade coletiva, recalibrando a urgência, coordenação e priorização. Atualmente, o Nubank tem um dos modelos mais flexíveis de trabalho no setor financeiro, permitindo que os funcionários trabalhem presencialmente apenas uma semana por trimestre.
O movimento do Nubank segue uma tendência de outras corporações brasileiras e globais, como Itaú, Petrobras, JP Morgan, Goldman Sachs, BlackRock, Amazon, Washington Post, conglomerado Meta (Facebook, Instagram e WhatsApp), Apple, Dell, Disney, Alphabet (controladora do Google), Starbucks, Tesla, entre outras.