Uma reportagem investigativa revelou detalhes sobre o destino do patrimônio imobiliário transferido às empresas de telecomunicações durante a privatização do antigo sistema Telebras. O texto aponta que a privatização incluiu não apenas operações e redes técnicas, mas também prédios administrativos, centrais telefônicas, terrenos e estruturas que faziam parte da infraestrutura estatal de telefonia. Esses imóveis foram gradualmente vendidos ao longo dos anos como parte das estratégias financeiras das empresas privadas. No Rio de Janeiro, diversos imóveis foram vendidos judicialmente devido à Recuperação Judicial da OI.
A investigação destaca que, na época da privatização, não existia um inventário consolidado dos imóveis transferidos. Muitos desses imóveis eram públicos e vinculados à concessão do serviço de telefonia, o que significava que deveriam ser devolvidos ao patrimônio público ao término da concessão. No entanto, a ausência de mecanismos de controle permitiu que muitos desses imóveis fossem tratados como ativos privados, levantando dúvidas sobre a destinação correta do patrimônio originalmente público.
A reportagem ressalta que o volume expressivo de ativos incluía propriedades em áreas estratégicas de grandes cidades, evidenciando não apenas a evolução do setor de telecomunicações, mas também as transformações urbanas dessas localidades. A matéria busca apresentar de forma factual o cenário descrito na investigação original, destacando a trajetória dos imóveis que fizeram parte da infraestrutura da telefonia pública e que foram posteriormente vendidos, adaptados ou reinseridos no mercado imobiliário brasileiro.