Nesta quarta-feira (5), a Mangueira, tradicional bairro da Zona Norte carioca, recebeu o Polo Celso Lisboa Mangueira, que vai oferecer ensino superior gratuito aos membros da comunidade, dentro da modalidade Educação à Distância (EAD).
A unidade vai funcionar nas dependências da Escola de Samba e vai oferecer bolsas integrais em todos os cursos de graduação EAD para membros da agremiação e moradores da Mangueira. A condição é ter ensino médio completo.
O Polo Celso Lisboa Mangueira funcionará de segunda a sexta, das 8h às 20h. Os alunos também contarão com apoio presencial da equipe da Mangueira, além de tecnologia educacional e equipamentos de ponta.
Para fortalecer a inserção profissional e o papel da comunidade mangueirense, os alunos também terão acesso a mentorias de carreira, estágios e atividades de extensão.
Durante o evento de inauguração, Felipe Kotait Borba, CEO da Celso Lisboa, destacou como a educação pode alavancar trajetórias de indivíduos e famílias:
“Quando uma pessoa se forma, toda a família se eleva. A renda melhora, a saúde melhora e o orgulho comunitário floresce. Nosso propósito é criar pontes entre o sonho e o diploma, levando ensino superior para dentro das comunidades”, disse Kotait Borba, acrescentado que a centralidade da Escola de Samba na vida comunitária é um dado positivo na formação dos alunos:
“Levar o ensino superior para dentro da Mangueira é reconhecer a potência criativa e o papel social dessa comunidade. A escola de samba é um polo natural de pertencimento, e agora será também uma escola de vida”, afirmou o CEO da Celso Lisboa.
Agora Laura Talita, de 40 anos, pode fazer a sua primeira graduação. A moradora da comunidade escolheu o curso de Logística, área que pode ajudá-la a organizar o barracão da Escola de Samba, onde pretende continuar trabalhando.
O mestre de bateria Rodrigo Pereira de Oliveira, 36 anos, garantiu uma vaga no curso Contabilidade: “Gosto de números e sei que esse curso pode abrir muitas portas para mim. Tenho certeza de que vai alavancar minha vida profissional”, disse ele, segundo o veículo.
“Além de contribuir com a possibilidade de aumentar a renda média das famílias, o projeto tem como objetivo criar uma onda de transformação da comunidade que vai além da sala de aula”, celebrou Guanayra Firmino, presidente da Mangueira.
Os cursos terão aulas assíncronas (gravadas) e momentos síncronos (ao vivo) de tutoria e tira-dúvidas. Além disso, os estudantes contarão com um aplicativo móvel com suporte contínuo, incluindo recursos de acessibilidade, como legendas e leitores de tela. Na quadra da Mangueira haverá notebooks disponíveis e internet de alta velocidade, os quais poderão ser usados pelos alunos.