Estudo revela presença de micro e nanoplásticos em água, ar e alimentos de universidades do Rio de Janeiro

Um estudo recente realizado por pesquisadores de universidades do Estado do Rio de Janeiro revelou que a presença de micro e nanoplásticos está cada vez mais comum no meio ambiente e no organismo humano.

Os cientistas analisaram 140 estudos de diversos países, incluindo o Brasil, para entender melhor os impactos desses elementos na saúde humana. Segundo Vitor Ferreira, professor do Instituto de Química da UFF, a ciência começou a investigar os efeitos das micropartículas nos seres humanos apenas nos últimos 10 anos. Essas partículas de plástico surgem da quebra de materiais maiores e acabam se espalhando pela água, solo e ar, entrando na cadeia alimentar.

As pesquisas apontaram a presença de partículas em diversos alimentos, como açúcar, sal, mel, peixes e frutos do mar. Os seres humanos podem ingerir entre 39 mil e 52 mil microplásticos por ano, podendo chegar a 121 mil se a inalação também for considerada. Estudos indicam que essas partículas podem se acumular nos pulmões, boca e até mesmo na corrente sanguínea, podendo chegar a contaminar bebês em desenvolvimento.

O estudo destaca a necessidade de ampliar a reciclagem de plásticos e a responsabilidade compartilhada entre a população, indústrias e governos para lidar com essa crescente poluição. A ONU tem buscado implementar um tratado internacional para combater a poluição plástica desde 2022, porém as negociações entre os países foram adiadas duas vezes.

Related posts

Vento forte em São Paulo causa transtornos e atrasos na operação do Aeroporto do Galeão

Transformação cultural na Cinelândia: Natal de 2025 vira circuito imperdível no Centro da cidade

Operação do governo do Rio de Janeiro mobiliza 1.000 agentes no Complexo do Salgueiro para conter avanço do Comando Vermelho